Nova linha de pesquisa da FFI

FFI Formação Faculdade Integrada

O uso das telas e o Apodrecimento Cerebral

O avanço da tecnologia trouxe inúmeros benefícios, mas também gerou um novo desafio de saúde pública: o uso excessivo de telas e seus impactos sobre o cérebro humano, especialmente entre adolescentes e jovens. Pesquisadores do Grupo Formação estão dedicando para entender como o uso descontrolado de celulares, redes sociais e outros dispositivos digitais pode levar ao que vem sendo chamado de “Brain rot”  traduzido do inglês para “apodrecimento cerebral”. Este termo, que ganhou destaque internacional, descreve a deterioração cognitiva e emocional causada pelo consumo exagerado de conteúdos digitais superficiais, como vídeos curtos, notificações incessantes e navegação sem propósito.

A importância desta temática é reconhecida por órgãos como o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, que vêm alertando para o aumento alarmante de: transtornos de ansiedade e depressão em jovens; déficit de atenção e memória e, isolamento social e dificuldade de construir relações interpessoais saudáveis.

De acordo com o Ministério da Educação, crianças e adolescentes passam, em média, mais de 6 horas por dia em frente a telas. Evidências científicas já mostram que o uso descontrolado de tecnologia pode alterar o funcionamento de áreas-chave do cérebro, como o córtex pré-frontal (responsável pela atenção e autocontrole) e os circuitos de recompensa (relacionados ao prazer e à motivação).

As consequências vão além do ambiente escolar. O uso abusivo de telas pode afetar a saúde física, emocional e cognitiva, comprometendo o rendimento acadêmico, a convivência social e o bem-estar geral. Além disso, há impactos diretos nas relações familiares, sociais e acadêmicas, gerando jovens mais impulsivos, desconectados do presente e vulneráveis a transtornos emocionais.

Diante deste contexto, a pesquisa do Grupo Formação busca:

  • Analisar os mecanismos neurobiológicos do uso excessivo de telas.
  • Investigar estratégias de prevenção e tratamento.
  • Propor soluções educativas e comportamentais para escolas, famílias e políticas públicas

Cabe salientar ainda, que não se trata de demonizar o digital, mas de construir uma relação mais saudável e equilibrada com ele. Proteger o cérebro e a saúde mental das novas gerações é um desafio que exige o envolvimento das Instituições Públicas, Privadas e de toda a sociedade.

Referências

  1. KING, Daniel L. et al. “Phones off while school’s on”: Evaluating problematic phone use and the social, wellbeing, and academic effects of banning phones in schools. Journal of Behavioral Addictions, v. 13, n. 1, 2024. DOI: https://doi.org/10.1556/2006.2024.00001.
  2. YOUSEF, Ahmed M. F. et al. Demystifying the New Dilemma of Brain Rot in the Digital Era: A Review. Brain Sciences, v. 15, n. 283, 2025. DOI: https://doi.org/10.3390/brainsci15030283.
  3. LEMBKE, Anna. Dopamine Nation: Finding Balance in the Age of Indulgence. Nova York: Dutton, 2021.
  4. TWENGE, Jean M. Generations: The Real Differences Between Gen Z, Millennials, Gen X, Boomers, and Silents—and What They Mean for America’s Future. Nova York: Atria Books, 2023.
  5. KUSS, Daria J.; GRIFFITHS, Mark D. Social Networking Sites and Addiction: Ten Lessons Learned. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 18, n. 3, 2022.
  6. MONTAG, Christian; DIEFENBACH, Sarah. The Digital Age and its Discontents: Reflections on the Impact of Technology on Human Behavior. Nature Human Behaviour, v. 7, n. 2, 2024.
  7. CARR, Nicholas. The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains. Nova York: W.W. Norton & Company, 2020.
  8. SCHULTZ, Wolfram. Recent Advances in Understanding the Role of Dopamine. Trends in Cognitive Sciences, v. 26, n. 4, 2022.
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